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Pandemia quebra movimento do transporte de passageiros em Laranjal do Jari

O transporte de passageiros no município de Laranjal do Jari, apresentou queda superior a 50%, na comparação com os primeiros meses de 2020, refletindo o impacto da pandemia de coronavírus na região. O setor mais atingido foi o dos catraieiros. A oferta de assentos teve redução de quase 80% na mesma base de comparação.

Os dados foram apresentados pelos empresários que respondem pelo setor de transporte na cidade. Com mais de 20 anos atuando no transporte fluvial de passageiros, Sebastião dos Reis Martins sustenta que esses números são os piores resultados mensais da história.

“Antes da pandemia, transportávamos mais de 400 pessoas por dia, hoje não chega a 100 passageiros. Estamos atravessando a pior crise”, afirma Martins, dono de uma das três empresas responsáveis pelo transporte fluvial no Jari.

Antes da pandemia, cerca de 4.500 pessoas faziam a travessia de 400 metros no rio Jari entre servidores públicos, alunos e trabalhadores formal e informal. “Para não fechar a empresa, tivemos que demitir quatro pilotos de catraias”, contou Sebastião, medida seguida por outros empresários.

A drástica redução deve-se as medidas para conter a disseminação da doença, como o isolamento social e o lockdown, impostas pelo Governo do Estado, em todos os municípios.

O impacto da pandemia também resultou na queda de até 40% no faturamento dos mototaxistas. Nem mesmo a redução de R$ 30 no valor da parcela, vai garantir que Antônio Abreu da Silva, 22 anos, consiga quitar a prestação da Moto. “Antes da pandemia, o nosso faturamento era acima de 100 reais ao dia, hoje não chega a 50 reais”, lamenta, tendo que gastar com combustível e alimentação da família.

Com a redução, o presidente da Univale do Jari, Jackson Moraes, informou que dos 304 mototaxistas cadastrados, apenas 152 estão circulando. Além disso, adotou o rodízio de placas para melhorar o faturamento dos filiados.

“Além destas medidas, estamos tentando junto à prefeitura e iniciativa privada ajuda com cestas básicas, além de auxílio financeiro do governo estadual, mas ainda não tivemos todas as respostas”, contou Jackson Moraes.

Taxistas

Outra categoria que sentiu os reflexos da pandemia foi a dos taxistas. A redução foi de aproximadamente 80%. A afirmação é do motorista Francisco Pereira Lima, 51 anos, 20 de táxi. Segundo ele, antes o faturamento diário era de R$ 200,00 e hoje chega no máximo a R$ 50,00.

“Nunca tive tanta dificuldade para conseguir passageiro como nos últimos dias. As medidas de isolamento social impactaram muito no nosso trabalho”, assegura o taxista.

Para reduzir os efeitos das medidas restritivas por conta da Covid-19, o Sindicato dos Taxistas e Motoristas Auxiliares de Laranjal do Jari (Sintalaja), com 120 veículos cadastrados, adotou o trabalho por turno. Ou seja, 40 carros por turno. “Trabalhamos um dia e passamos dois dias parado. O que está nos segurando é o auxílio federal”, contou o taxista.

 

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Última modificação em Terça, 09 Junho 2020 17:59

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