Login para sua conta

Usuário *
Senha *
Lembrar-me

Criar uma conta

Campos marcados com asterístico (*) são obrigatórios.
Nome *
Usuário *
Senha *
Repetir senha *
E-mail *
Repetir e-mail *
Captcha *
Reload Captcha

Doença da 'urina preta': Amapá confirma 4 casos de síndrome relacionada ao consumo de peixes Destaque

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) do Amapá informou nesta sexta-feira (8) que os quatro pacientes internados nesta semana foram confirmados com a síndrome de Haff, popularmente chamada de doença da "urina preta", ligada ao consumo de pescado com uma toxina. Outros 2 casos ainda estão em investigação.

É a primeira vez que a doença é registrada em pacientes no Amapá. De acordo com a SVS, os pacientes confirmados haviam ingerido pacu, no município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, mas o pescado foi identificado como de origem de Santarém, no Pará.

"Todos os casos consumiram o pacu, todos desenvolveram os mesmos sintomas. Foram feitos os fechamentos dos diagnósticos clínicos através de infectologistas e todos passaram por exame laboratorial que detecta o quantitativo de toxinas na circulação sanguínea. Os indicadores confirmam que de fato nós temos 4 casos", informou o superintendente da SVS, Dorinaldo Malafaia.

De acordo com a SVS, as quatro pessoas que foram confirmadas com a doença estão internadas no Hospital Estadual de Santana (HES), entre elas um casal que reside no município de Afuá e que comprou o pescado em Santana.

Sobre os dois casos suspeitos, um segue internado no HES e outro optou por sair da unidade de saúde e se recupera no próprio domicílio.

Uma sala de situação do governo do Estado foi montada para monitoramento e prevenção da doença de haff no Amapá. Uma das primeiras medidas foi a orientação para suspender o consumo de peixes da espécie pacu. Uma nota técnica foi assinada na manhã desta sexta-feira com as orientações.Não existem formas de identificar o peixe contaminado: a toxina não tem cheiro, gosto ou cor e não desaparece após o cozimento da carne. A indicação é reduzir o consumo de peixes ou comprá-los em locais onde se conhece o processo de transporte e guarda.

Para tentar frear a entrada de outros peixes da espécie pacu no Amapá, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) intensificou a fiscalização nos portos e nas embarcações em parceria com a Marinha do Brasil. Todos os comerciantes deverão apresentar a documentação dos pescado, como a guia de transporte animal e a nota fiscal.

A força-tarefa é formada pelo gabinete do governador, SVS, Defesa Civil, Procuradoria Geral, Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, além das Secretarias de Estado de Saúde, de Desenvolvimento Rural, de Mobilização e Inclusão Social e de Comunicação.

Outros estados já registraram casos da doença este ano, inclusive com óbitos, como no Pará e Amazonas.

Síndrome de Haff

De acordo com o Ministério da Saúde, a Doença de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em peixes como o tambaqui, o badejo, a arabaiana ou em crustáceos, como o camarão.

Como ela é pouco estudada, acredita-se que esses animais possam ter se alimentado de algas com certos tipos de toxinas que, consumidas pelo ser humano, provocam os sintomas. Contudo, a toxina surge quando o peixe não é guardado e acondicionado de maneira adequada.

"Não se sabe a etiologia dela, não sabe hoje o que que causa essa doença. Mas últimos estudos apontam para uma toxina que se acumula nos tecidos dos peixes, mas a gente não sabe se é uma toxina produzida por algum organismo que está na água e os peixes acabam absorvendo ou se é o próprio organismo associado ao peixe que produz essa toxina", diz Suelen Pereira, pesquisadora e professora da Universidade do Estado do Amapá (Ueap).

A doença de Haff não possui uma lista fechada de manifestações. Os principais incômodos são dores musculares poucas horas após o consumo de peixes ou crustáceos.

Alguns pacientes também apresentam dor no peitofalta de arsensação de dormência, náuseatonturafraqueza, e a urina escura (daí o nome popular), que se assemelha à cor do café.

A orientação é que o paciente receba bastante hidratação, fundamental nas horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, uma vez que assim é possível diminuir a concentração da toxina no sangue. Em casos mais graves, pode ser preciso fazer hemodiálise.

Na maioria das vezes, o quadro costuma evoluir bem, mas há risco de morte, especialmente em pessoas com comorbidades. O indicado é procurar ajuda logo após o aparecimento dos primeiros sintomas para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível.

Avalie este item
(0 votos)

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Tendências

Tweets Recentes

Peixe boi evoluído e já saindo da água. https://t.co/Rlxgs7VkKU
Auditoria nas contas da Seguradora Líder, responsável pela gestão do seguro DPVAT, questionou uma série de procedim… https://t.co/CUEoWfoDZ6
Sapo mesmo ou Rãs? https://t.co/9soFgxgFr5
Follow Juliano Cunha on Twitter

Foto Notícias

Posso Beber Depois De Vacinar? Especialista Esclarece Sua Dúvida

Laranjal do Jari: Prepara Programação festiva em comemoração ao Dia da Criança no município

Municipio realiza Dia da D da Campanha Nacional de Multivacinação neste sábado

Prova de vida será realizada no mês do aniversário

Policia Federal realiza operação de combate crimes relacionados a pornografia infantil em Vitória do Jari

Não aceitarei ser ameaçado, diz Alcolumbre sobre sabatina de Mendonça

Ministério Público se manifesta contra PEC que ameaça sua existência

Intermunicipal – Laranjal do Jari vence a primeira partida contra Vitória do Jari

Com emenda de Davi, Prefeitura inicia pavimentação em Vitória do Jari