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Empresa mapeia campanha que espalhou conteúdo falso na internet contra líderes europeus e agência antidoping

Uma empresa norte-americana especializada no rastreamento de conteúdo em redes sociais, a Graphika, publicou um relatório detalhando as operações de um grupo que criou conteúdos falsos para atacar opositores da Rússia e aumentar tensões entre rivais políticos de diversos países, como França e Alemanha.

A Rússia sempre negou envolvimento em campanhas de desinformação.

A campanha analisada no relatório recebeu o nome de "Secondary Infektion", uma referência à operação Infektion, realizada na década de 1980 pela KGB, da então União Soviética, para espalhar o boato de que os Estados Unidos criaram o vírus da Aids.

O nome foi dado pelo instituto Atlantic Council, que publicou a primeira análise sobre a atuação desse grupo em julho de 2019.

No total, a Graphika identificou mais de 2,5 mil publicações em 300 plataformas e sete idiomas principais: russo, inglês, francês, espanhol, ucraniano, alemão e sueco. Os posts, feitos em blogs e redes sociais, defendem o presidente russo Vladimir Putin e atacam seus opositores dentro e fora da Rússia, além de tentar intensificar debates entre líderes e campos políticos opostos em outros países.

A operação estaria em curso desde 2014, mas foi a atuação das próprias plataformas de redes sociais – TwitterFacebook e Reddit – que permitiu o mapeamento.

O Facebook identificou e suspendeu contas e publicações do grupo em maio de 2019, enquanto o Reddit identificou 61 contas vinculadas à campanha após um usuário publicar documentos vazados para criticar um acordo comercial dos EUA com o Reino Unido.

Embora os documentos sobre o acordo comercial fossem aparentemente legítimos, os operadores da campanha recorreram a provas e documentos forjados na maioria dos casos.

Com um "print" falsificado de um tuíte do senador norte-americano Marco Rubio, por exemplo, as postagens denunciavam uma suposta interferência britânica nas eleições dos Estados Unidos.

Em outros textos, a ex-candidata à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton é chamada de "assassina", enquanto a chanceler alemã Angela Merkel é retratada como uma alcoólatra em publicações sobre "alcoolismo feminino".

O presidente da França, Emmanuel Macron, também passou a ser vítimas de ataques e boatos quando despontou como o preferido na eleição de 2017. Líderes poloneses teriam "distúrbios mentais".

Algumas publicações atingiram países ou povos inteiros. A Ucrânia foi apresentada como uma nação ruim, abandonada até por seus próprios habitantes, enquanto a Turquia e os muçulmanos em geral foram acusados de serem agressivos.

Agência antidoping na mira

Entre as instituições, o maior alvo foi Agência Mundial Antidoping (Wada). A organização trava uma batalha com a Rússia desde 2015, quando relatórios e denúncias apontaram a existência de um esquema de doping patrocinado pelo governo, levando à suspensão de atletas russos em competições olímpicas.

Nas publicações identificadas pela Graphika, há insinuação de que a Wada é corrupta de que diretores da agência estariam aceitando propina para banir drogas específicas e privilegiar determinados laboratórios. As acusações são fundamentadas em documentos forjados da própria Wada e do Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ), uma ONG sediada em Nova York.

Esta não é a primeira vez que a Rússia é acusada de atacar a Wada. Em 2016, o país foi apontado como responsável por um acesso não autorizado à conta da atleta Yuliya Stepanova, que denunciou o doping à agência. O país ainda deve ficar de fora dos Jogos do Tóquio após a Wada suspeitar que o laboratório russo Rusada estaria novamente manipulando dados.

Rastros e alcance limitados

Os pesquisadores não conseguiram identificar os responsáveis pelas ações. Segundo o relatório, não parece haver interações entre esse grupo e a Internet Research Agency (IRA), a operação que foi apontada como responsável pela interferência nas eleições norte-americanas de 2016. A IRA é sediada em São Petersburgo, na Rússia.

Ao contrário das contas de redes sociais atribuídas à IRA, que construíram sua reputação na internet aos poucos para ampliar o alcance do conteúdo, as publicações da "Secondary Infektion" eram muitas vezes realizadas por contas e personalidades desconhecidas, que eram abandonadas logo após o uso.

Isso dificultou o mapeamento da relação entre esses usuários – o que teve de ser realizado com base nos tipos de conteúdo. Não há informações concretas sobre a autoria das publicações.

Por outro lado, essa dinâmica de operação limitou o alcance e a credibilidade das mensagens. Em alguns casos, os próprios usuários das redes sociais desconfiavam das publicações e reagiam, acusando os autores dos textos de serem "trolls" da Rússia. Quem normalmente replicou o conteúdo, segundo a Graphika, foram os veículos estatais russos e outros sites favoráveis ao Kremlin.

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